Com o crescimento acelerado da inteligência artificial e a popularização de plataformas como ChatGPT, Grok, DeepSeek e outras, muitos se perguntam se ainda vale a pena investir na criação de um site. A resposta curta é: depende. Para quem aposta em conteúdo autoral, curadoria e construção de marca, a resposta tende a ser sim.
Agora, se a ideia é apenas replicar fórmulas do passado, sem se adaptar à conjuntura atual da web, o caminho pode ser bem mais frustrante e de curta duração.
A mudança no comportamento do usuário
Durante anos, o Google foi a principal ferramenta de pesquisa das pessoas. Qualquer dúvida sobre qualquer assunto, o buscador apresentava milhares de sites prontos para responder. Contudo, esse cenário está mudando.
Usuários de todas as idades passaram a buscar respostas diretamente em LLMs (Large Language Models), redes sociais ou no YouTube. Isso exige uma adaptação dos criadores de conteúdo, mas não significa o fim da web como conhecemos. Trata-se de uma mudança de paradigma: antes, a informação estava concentrada em sites. Hoje, ela circula por muitos outros canais, e os portais precisam ter um diferencial real para continuarem relevantes.
O papel do conteúdo autoral
As atualizações recentes do algoritmo do Google, como o HCU (Helpful Content Update), deixaram um rastro de incertezas. Sites que antes tinham bom tráfego passaram a perder audiência de forma repentina, mesmo mantendo um trabalho sério e constante. A justificativa da gigante de tecnologia é clara: conteúdos facilmente replicáveis ou escritos de forma rasa tendem a perder espaço.
O termo da vez é EEAT (Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness), que, em resumo, exige que os sites provem que têm experiência e autoridade real sobre os temas que abordam. Caso contrário, estarão cada vez mais invisíveis na web.
Textos produzidos por quem entende do assunto, com olhar editorial, voz única e foco em resolver a dor do leitor, são os que ganharão espaço daqui para frente. Mesmo que levem mais tempo para ranquear, esse é o tipo de material que o Google está buscando valorizar, e é isso que vai sustentar os sites nos próximos anos.
Vale lembrar que conteúdo autoral também cria ativos de longo prazo. O site ganha credibilidade, pode ser citado por outros portais e ajuda a criar e manter uma comunidade engajada.
IA é concorrência, mas também ferramenta
Não dá para ignorar o avanço da inteligência artificial. Ela impacta diretamente tanto a forma como o conteúdo é consumido quanto como é produzido. Porém, isso não significa que ela seja uma inimiga. Criadores que souberem integrá-la ao seu fluxo de produção, sem abrir mão da curadoria e da qualidade, tendem a ganhar tempo, escala e competitividade.
Hoje, quem não usa IA está para trás.
A importância da diversificação
Criar um site hoje pode (e deve) fazer parte de uma estratégia mais ampla. Ter presença no Google continua sendo importante, mas também é essencial estar nas redes sociais, fóruns como o Reddit, plataformas de vídeo ou até criar newsletters.
A informação precisa chegar ao usuário antes mesmo de ele acessar o site. O portal entra como referência, como reforço de credibilidade, e não mais como o ponto de partida da jornada. Em outras palavras, eles devem ser um ponto de apoio, uma base sólida que complementa a construção de algo maior: a sua marca.


